Depois de anos vendo diferentes versões de Ragnarok Online apostarem em monetização agressiva e recursos que dividiam a comunidade, a Gravity anunciou Ragnarok Origin: Classic, uma nova experiência que promete voltar às raízes da franquia. O jogo chegou às Américas em 23 de julho com uma proposta direta: oferecer um ambiente mais equilibrado, reduzindo as vantagens obtidas por meio de compras com dinheiro real.
A promessa chamou a atenção principalmente entre veteranos da franquia, que há anos criticam a presença de sistemas considerados “pay-to-win” em diversos MMORPGs modernos.
A proposta é simples: habilidade acima da carteira
Segundo a Gravity, o principal objetivo de Ragnarok Origin: Classic é criar uma economia mais justa para todos os jogadores.
Diferentemente de outras versões do jogo, o novo servidor elimina a venda direta de atributos e equipamentos que possam criar vantagens competitivas. Em vez disso, a progressão passa a depender principalmente do tempo investido, da evolução do personagem e da participação nas atividades do jogo.
Embora o título ainda conte com monetização por meio de um Passe Mensal e itens cosméticos, a desenvolvedora afirma que esses recursos não interferem diretamente no desempenho dos personagens.
Uma resposta às críticas da comunidade
Nos últimos anos, muitos MMORPGs passaram a receber críticas por oferecerem vantagens significativas para jogadores que gastam dinheiro com frequência.
Esse modelo acabou afastando parte da comunidade, principalmente entre quem prefere uma progressão baseada em dedicação e habilidade.
Ao apresentar um servidor com foco em equilíbrio competitivo, a Gravity parece tentar reconquistar justamente esse público, apostando em uma experiência mais próxima da que tornou Ragnarok Online um fenômeno nos anos 2000.
Nostalgia com tecnologia moderna
Apesar da proposta “Classic”, Ragnarok Origin: Classic não abandona os avanços técnicos da série.
O jogo traz gráficos atualizados em 3D, interface modernizada, melhorias na qualidade de vida e sistemas adaptados para dispositivos atuais, preservando ao mesmo tempo elementos clássicos como a evolução por classes, exploração de mapas conhecidos, batalhas contra MVPs e guerras entre guildas.
A ideia é unir a nostalgia do Ragnarok original com recursos esperados pelos jogadores modernos.
Será que a fórmula funciona?
A promessa de um MMORPG mais justo certamente desperta curiosidade, mas o verdadeiro desafio será manter esse equilíbrio ao longo dos próximos meses.
Histórias recentes mostram que diversos jogos começaram com propostas semelhantes e, com o tempo, acabaram ampliando a monetização por meio de atualizações.
Por isso, parte da comunidade aguarda para ver se a Gravity conseguirá manter o compromisso de evitar vantagens competitivas vendidas na loja do jogo.



